segunda-feira, 27 de setembro de 2010

patience...

Ultimamente eu tenho tido uma montanha-russa emocional em mim. E os principais sentimentos divergem-se entre si: raiva e tristeza (por assim melhor descrever). E esses sentimentos descrevem uma trajetória em comum no meu pensamento: pessoas, futilidade, ignorância, religião e muito mais. Em vários momentos eu reflito sobre tudo que acontece no mundo hoje em dia e eu não consigo deixar de ter opiniões ambíguas sobre alguns assuntos, levando-me a não ter um único ponto de vista (o que pode ser bom, em alguns casos).
Um singelo exemplo pode dar uma formação melhor ao que eu pretendo fazer entender:
Estava eu e o meu namorado no shopping Iguatemi perdidamente conversando e eu notei uma loja fechada aos compradores, aquilo era na realidade um louvor à futilidade. Dentro da loja LOVE havia somente "celebridades"(não há motivos para essas pessoas serem celebradas), modelos, fotógrafos e afins e numa fúria interna eu comecei a falar exatamente isso, que isso era uma celebração à ignorância e à futilidade, mas, debatendo isso com o meu namorado, eu percebo que na verdade essas pessoas não tem culpa por serem assim, digamos que é quase uma doença. E de um momento a outro eu pulo de extremos à extremos, tendo opiniões divergentes e sentindo tudo muito confuso mas ao mesmo tempo tudo muito normal.
Isso me dá, em várias noites de conversas a fio, sentimentos que beiram ao suicídio, eu admito.
(...)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

CV 2011

Dois mil e dez é oficialmente o meu ano de estudar para o vestibular. Fiz minha inscrição do CV 2011 e já nesta etapa roía as unhas; a cada pergunta uma tremedeira na cadeira do computador, não quero nem imaginar (como se isso fosse possível) como estarei eu na segunda semana de janeiro (vulgo vestibular), acordando as 6:30 para tomar um café da manhã reforçado de peixe e coisas que fazem o cérebro funcionar melhor (aham), saindo de casa 7:00 e começando a ter convulsões intestinais, chegar ao local de prova e sentir muito medo e muita vontade de correr e pegar o primeiro ônibus para a rodoviária (óbvio que isso não irá acontecer), entrar pelos portões do prédio, sentar na cadeira e esperar até 8:03 para receber as questões que irão decidir, ao velho método meritocrático, se eu hei de servir aos padrões necessários e ser digna de entrar na melhor faculdade do sul. Agora imaginem isso por quatro dias consecutivos, sem falar em toda pressão que terei em meus ombros por meus pais terem pago um ano de curso pré-vestibular + xpectativa de todos que apostam em mim = terror.
Então, isso está me causando várias aftas e hoje um herpes. Delícia!

oficial

Well, já que o vox.com fechou (e eu não sei o por quê) vou fazer do blogspot o meu blog central agora; pelo menos até eu enjoar ou achar outro mais legal...
soooooo, welcome back. hi!

beijos

domingo, 4 de julho de 2010

a bit

O que é amor?

A palma de sua mão fica suada, seu coração acelera, e sua voz fica presa no peito?
- isso não é amor, é gostar.

Você não consegue manter seus olhos ou suas mãos longe dessa pessoa, estou certo?
- isso não é amor, é desejo.

Você esta orgulhoso, ansioso para mostrá-la?
- isso não é amor, é orgulho.

Você gosta dela porque você sabe que ela está lá?
- isso não é amor, é solidão.

Você está lá porque é o que todo mundo quer?
- isso não é amor, é lealdade.

Você está lá porque ela te beijou, ou segurou sua mão?
- isso não é amor, é insegurança.

Você continua com ela por causa de suas confissões de amor, porque você não quer machucá-la? - isso não é amor, é piedade.

Você continua a pertencer a ela porque vê-la faz seu coração pular?
- isso não é amor, é paixão.

Você perdoa os erros dela porque você se importa com ela?
- isso não é amor, é amizade.

Você diz pra ela todos os dias que ela é a unica pessoa em quem você pensa?
- isso não é amor, é mentira.

Você daria todas as suas coisas favoritas em consideração por ela?
- isso não é amor, é caridade.

Seu coração quebra e dói quando ela está triste?
- então é amor.

Os olhos dela veêm seu verdadeiro coração e tocam sua alma tão profundamente que dói?
- então é amor.

Você continua com ela porque uma cegante, incompreensível mistura de dor e conexão puxa você pra perto e te segura lá?
- então é amor.

Você aceita os erros dela porque são parte de quem ela é?
- então é amor.

Você se sente atraído à outros, mas continua com ela fielmente e sem se arrepender?
- então é amor.

Você daria a ela seu coração, sua vida, sua morte?
Pense nisso por um segundo.

(e quando se sente tudo, tudo isso e você está sozinho - o que resta então? :( )

quinta-feira, 29 de abril de 2010

do you know about love?

O tema que eu pretendo por em foco hoje é muito peculiar e diferente para cada pessoa.
Pretendo eu falar sobre o amor. Um sentimento que gera muita dúvida nas pessoas, e um sentimento bonito, quando se olha de algumas perspectivas.
E nada melhor do que estar à beira do precipício desse sentimento imaculado para poder falar sobre ele.
Algumas pessoas dizem existir somente uma forma de amor: amor e ponto. Mas eu ainda sou a favor dos múltiplos sentidos desse sentimento. Em algumas formas de amar está expresso também todo o carinho que a pessoa sente por alguém, ou não. E isso é só um exemplo bobo das tantas formas que podemos encontrá-lo. Não vou ficar aqui citando os jeitos que cada um pode ou não ter. O meu foco principal está em analisar o sentimento bruto, em seu modo geral.
(não consiguei escrever sobre isso se não colocar algumas experiências pessoais..)
Últimamente tenho-me sentido despedaçada; sentimento que há tempos não sentia. E por quê? Pelo amor. Maldito sentimento! O amor nunca foi o meu sentimento favorito e pode ser por isso que sempre me dei mal no fim das contas.
Quando o amor começa, primeiramente, antes de tudo, inicia-se na paixão. Antes de alguém amar é preciso apaixonar-se, por algum indivíduo. Quem se apaixona vê a pessoa com mínimos defeitos e não consegue parar de pensar nos momentos que tiveram juntos. Depois deste estágio, vêm o amor, propriamente dito, com toda aquela cegueira que faz qualquer diabo virar deus (?). Nesse estágio as coisas vão às mil maravilhas, trocam-se cartas, presentes, amassos públicos, olhar perfurantes, realmente seria o estágio perfeito para se parar no tempo; mas infelizmente, o tempo voa. Com toda a convivência que as pessoas costumam ter(devido ao estágio anterior), passa a conviver com elas também o tédio. Não ter mais graças nas coisas simples que se tinha antes, os beijos públicos ficam cada vez menores e menos ardentes, raramente comemora-se os aniversários de namoro. E tudo vai afundando. Chega a hora, então, de partir. E que parte mais horrível! E essa parte toda pessoa tem de passar no mínimo algumas vezes na vida. Pois aí se vê a solidão que todo homem é castigado a ter. E eu digo isso internamente, pois por mais que a pessoa veja outras, saia frequentemente, vá a lugar desconhecidos, isso tudo nunca teria a mesma emoção do que se ela estivesse totalmente feliz consigo.
E sempre que tu te submete a um novo amor tu sabe que no fim, vai ser sempre a mesma coisa. Tu vai seguir todos estes estágios, pé a pé, e vai te deliciar de todos eles. Vai rir muito e vai chorar muito. Porque, sabe de uma coisa?
O amor dói. Em qualquer ser humano que se valha. O amor dói, muito.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fobia.

Hemofobia.
É assim que se chama o pavor profundo que eu tenho.
Eu nunca soube o que causou isso em mim; também nunca procurei ajuda. Mas nos últimos dias, vejo que eu preciso e rápido.
Eu não consigo explicar exatamente como eu me sinto e quando/porquê isso ocorre. A única coisa que eu sei é a causa: sangue, e associados, como cortes, feridas, etc. A maior parte (quase total) das vezes acontece na rua. Eu poderia descrever o sentimento como pavor, aversão, minhas mãos suam muito, e acidentalmente não consigo desfocar a minha mente desse tipo de assunto (o que piora a situação) e se eu não consigo controlar, eu acabo por passar mal mesmo, tendo surtos desesperados como sair correndo da sala, ou pior, desmaiar ali mesmo. Geralmente o meu salvador é o mp3. A música me ajuda a tirar de foco esse assunto da minha mente tão fértil nesses momentos.
Mas o mais incrível é que não é simplesmente falar "sangue" e eu caio dura. A verdade é que, quando tu conta uma história qualquer que envolva isso, mesmo que subjetivamente, a minha imaginação se descontrola, e começa tudo de novo.
E assim foram todas as minhas manhãs desde segunda-feira; parece pouco, mas eu não aguento mais. Eu tô com receio de ir pra aula. Eu não quero ir e chegar lá e ter que procurar com rapidez o mp3 na mochila, sentir as mãos suando frio, ouvir mais aguçado o assunto que eu não queria ouvir, sentir a reprovação do professor ao ver eu sem prestar atenção no que ele fala.
Mas a minha maior indignação é saber que as pessoas não acreditam na minha fobia por não entenderem o que eu sinto, ou não entendem o que eu sinto e, sendo assim, desacreditam em mim. Seja como for, eu vejo nos seus olhos que pra las é uma coisa muito sem sentido, tipo: fala sério né, tu tem sangue em ti! Mas é verdade. E isso me atinge em cheio.
Não sei se isso ocorreu devido à algum trauma (por que eu não me lembro de nenhum que tenha me dado motivos), não é genético (pois meus pais e minha irmã trabalham com saúde) e então só me resta o disturbio psicológico.
Eu sei que, no último ano tem acontecido mais frequentemente do que antes, principalmente nos últimos três dias.
Vou ligar pra um psicologo qualqer, ver se ele te alguma coisa pra me dizer, senão.. não tenho nada em mente.


*desculpe se este texto estiver meio confuso, mas sempre eu que falo disso não consigo me expressar claramente.*

LDC.

terça-feira, 23 de março de 2010

death tastes like..

Dizem que nós não gostamos do que não entendemos.

Eu tenho medo de morrer. E isso é fato.

Às vezes, enquanto caminho pelas ruas, distraída nas músicas que soam em meu ouvido, eu sinto-a como uma epifania. Ela se aproxima como se fosse acontecer naquele instante, e, de repente, passa. Mas, eu sempre fico me recordando de como foi aquela sensação; me jogo de cabeça, como se fosse realmente acontecer. Sinto como se eu estivesse ficando envolta num manto negro, fechando os olhos, sentindo um frio, um abismo se aproximando. Eu gosto de ficar relembrando esta situação, pois me faz pensar em como seria morrer. E é um sentimento muito firme, quase palpável.

E a minha descrição poderia ser mais ou menos da seguinte maneira, um tremendo horror de perder a vida que eu tinha; um pavor de sentir como se eu não tivesse completado tudo que eu almejei, uma dúvida constante da clássica pergunta: para onde vamos? E eu apreciaria muito se apessoa que lêsse este texto olhasse para esta pergunta e visse aos meus olhos, cientificamente; não quero respostas prontas de crenças e religiões à ti já pregadas. Eu gostaria de saber o que realmente acontece depois que a gente morre. Eu sei que ninguém sabe a resposta. E sei que quando eu morrer, os cientistas ainda não a terão achado; e nem se quer daqui a mil anos, quem sabe. Mas uma coisa é certa, se eu soubesse disso antes de morrer, eu ficaria muito mais tranquila.

Esse sempre foi um medo meu.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Alienação geral.

Antes de seguir com meus posts sobre "assuntos polêmicos", gostaria de escrever sobre uma outra coisa, antes que eu esqueça.

Well, hoje no ônibus comecei a ter o que poderia se chamar de "epifanias". Vieram pensamentos na minha mente de como as instituições fazem as pessoas ficarem alienadas e de mente fechada.
Mas eu falo isso de qualquer grupo que tu te agregue; seja algum tipo de religião, algum tipo de partido político ou até mesmo grupo de amigos.
Quando tu te agrega a qualquer tipo de 'grupo', tua mente se foca totalmente naquilo (obviamente pras pessoas menos espertas); tu passa a ter a mesma opinião do grupo, como osmose; tu passa a acreditar/desacreditar nas mesmas coisas que o grupo ditou pra ti; concorda/descorda das coisas que estão 'ensinadas' alí.
Mas isso serve somente pra pessoas que não conseguem enxergar as coisas do seu próprio modo; aí elas se infiltram numa igreja, num partido político, etc. Já as pessoas com mais capacidade mental seguem seu próprio caminho, com a sua própria linha de pensamento.
E, na teoria do Matheus, quando tu te junta a um grupo, esse grupo existe como se fosse uma mente só; como as abelhas. Quando estão no grupo, fazem tudo o que o grupo faz, sendo parte dele, nada de indivíduos; mesmo pensando diferente deles quando estão fora dalí.
Enfim, sendo colméia ou não, o fato é que as pessoas agem muito diferent quando estão em grupo; falando e pensando com o todo, mesmo quando o todo está errado. E por isso descordo de qualquer tipo de instituição.


éca.


[LDC]

domingo, 17 de janeiro de 2010

Assuntos Polêmicos (Parte I).

Faz um tempo já que eu gostaria de escrever sobre assuntos polêmicos, como aborto, eutanásia, pena de morte, etc. Não sei de quanto em quanto tempo eu farei isso, mas espero hoje conseguir falar alguma coisa sobre...



Aborto.

Esse é um assunto que gera muita polêmica entre as pessoas, sendo considerado assassinato, abuso do poder em relação ao bebê. Desde que eu comecei a pensar com meus próprios botões, eu vejo o aborto de um modo "positivo". Sempre fui à favor. Na minha visão, o aborto é justificado na grande maioria dos casos, não só em decorrência de estupro, violência, etc. No meu ver, quando a pessoa não tem condições psicológicas, mentais, e monetárias (sem citar o abuso), ela deve abortar se quiser, obviamente. E ainda sou à favor do aborto em qualquer etapa da gestação. Mas, obviamente, o melhor seria ser feito antes de completar 3 semanas, quando o feto ainda nem é feto, é mais um embrião, onde não sente dor. Mas, de qualquer modo, eu acho que temos que privilegiar a pessoa que já passou por tantas experiências, que tem uma mente formada, um psicológico, uma vida inteira; deveriamos olhar por quem já está aqui, sentindo tudo isso. Mas, como tudo tem um porém, o meu, neste caso, seria: que as mulheres, por terem essa escolha, não devem justificar a sua falta de responsabilidade sempre abortando e abortando. Pois, isso além de causar danos à saúde da mulher (e de próximos bebês que vierem a nascer, como deficiências e tal), afeta a mente também, a formação do caráter da pessoa, achando que todos os erros que ela comete há uma redenção. Mas, além disso, sou à favor de não pôr mais uma criança no mundo passando fome, sendo mal criada, sendo mal educada, não tendo saúde, crescendo em um meio de pobreza, de ignorância e de burrice. E só pra finalizar, queria lembrar a posição da Igreja Católica no caso da menina estuprada pelo padastro; ela foi contra o aborto, redimiu o padastro e excomungou o médico que faria o aborto e a mãe! Esse caso me deixou com muita raiva! Mas só pra relembrar.


LDC.



sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal.

Neste dia 25 de dezembro, comemora-se o nascimento de um salvador. HAUAHAUHAUHA.
Impossível! Em Belém, onde diz-se ter nascido, faz muito frio à noite, sendo as pessoas proibidas de saírem de suas cidades à noite. Provavelmente ele teria morrido de hipotermia ao nascer.
E hoje, ainda bem, o natal é símbolo de reunião familiar, de amor ao próximo e tal. Menos pior.
Hoje nos importamos somente com os nossos. Mas hoje eu pensei nas pessoas que não tem nada, realmente. Como os indigentes. Pra eles será somente mais um dia de calor e fome, de imersão na embriaguez para não ter que lembrar onde estão. É triste mas é real. E eu sei que nem mesmo eu e ninguém, vai ajudar essas pessoas, sair do conforte de nosso lar para ajudar um desconhecido.
Post sem sentido, meio nada a ver. Mas era o que eu tava pensando na hora.

Então, só para mais um clichê.. Feliz natal!